A utilização do IOF visando impulsionar a pesquisa e o emprego do grafeno no Brasil

Autor:Thaís Cíntia Cárnio
Páginas:431-447
 
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CAPÍTULO XVIII
A utilização do IOF visando
impulsionar a pesquisa e o emprego
do grafeno 591
Introdução
Ao se deparar como o título deste capítulo, provavelmente o leitor
será acometido das seguintes dúvidas: o que é Grafeno? O que é IOF?
Como eles podem estar relacionados? As respostas a essas perguntas ins-
tigantes foram o cerne da elaboração deste estudo.
Inicialmente, o foco será a análise do elemento mais nobre desse
tema: o Grafeno. É uma tarefa difícil, pois não se quer ser superficial em
demasia para os especialistas na área, e tão pouco profundo demais para
591 Este trabalho foi financiado em parte pelo Fundo Mackenzie de Pesquisa.
592 Doutora e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC/SP) e especialista em Direito Contratual pela mesma universidade. Especia-
lista em Banking e graduada no Curso Especial de Administração de Empresas
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (Mackenzie). Graduada em Direito e
especialista em Direito Privado e Direito do Trabalho pela Universidade de São
Paulo (USP). Advogada atuante nas áreas de contratos nacionais e internacionais;
consultoria em Direito Bancário, Internacional e Tributário. Professora dos cursos
de graduação e Pós-Graduação Lato Sensu em Direito do Mackenzie e professora
convidada do curso de Pós-Graduação Lato Sensu da PUC/SP E Escola Paulista de
Direito - EPD. Autora de livros na área jurídica.
Thaís Cíntia Cárnio592
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GRAFENO, INNOVACIÓN, DERECHO Y ECONOMÍA
THAÍS CÍNTIARNIO
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os leigos. Buscando caminhar sobre a linha tênue que separa esses dois
cenários, podemos definir Grafeno como um material alótropo do carbo-
no, ou seja, assim como o diamante e o grafite, formado por esse elemen-
to, porém com uma estrutura diferente, em forma de favos de mel.593
Suas aplicações são variadas e muito promissoras, pois é um con-
dutor transparente flexível e resistente, podendo ser utilizado na produ-
ção de levíssimas telas sensíveis ao toque, como em televisores, telefones
celulares e livros digitais, além de ser altamente resistente, impermeável
e econômico. É cem vezes mais forte do que o aço e é capaz de conduzir
calor e eletricidade melhor que qualquer outro material.594 Essas caracte-
rísticas têm atraído a atenção tanto de cientistas como do setor produtivo.
Para ter a dimensão de sua relevância científica, a Academia Real Sue-
ca de Ciências concederam o Prêmio Nobel de Física 2010 a dois cientistas
russos, Andre Geim e Kostantin Novoselov, que trabalha, na Universidade
de Mancheter, na Inglaterra, pelo feito obtido em seis estudos sobre a pro-
dução, o isolamento e a identificação do Grafeno e suas características.595
No Brasil, o Instituto Presbiteriano Mackenzie e Universidade Pres-
biteriana Mackenzie inauguraram, em 2016, o Centro de Pesquisa Avan-
çadas em Grafeno da América Latina, o MackGraph, que tem por objetivo
estudar as propriedades do material e outros nanomateriais. É o primeiro
centro privado em pesquisas do Grafeno na América Latina, contando
com um edifício localizado no Campus Higienópolis (São Paulo), com
mais de quatro mil metros quadrados distribuídos em sete andares. Sua
inauguração teve a participação de Sir Andre Geim.
593 GRAFENO, el material del futuro.Que és Grafeno?. Disponível em: http://grafeno.
com/que-es-el-grafeno/, último acesso em 21JUL2016.
594 PERUZZO, Tito; CANTO, Eduardo. O que é grafeno (Nobel 2010). Disponível
em http://www.moderna.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A7A-
83CB30D6852A0130DCBD8B2C7BC2, último acesso em 21JUL2016.
595 PERUZZO, Tito; CANTO, Eduardo. Opus cit.

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