A era do grafeno: Estado, inovação e políticas públicas

Autor:João Bosco Coelho Pasin - Hélcio de Abreu Dallari Jr.
Páginas:111-135
 
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CAPÍTULO IV
A era do grafeno: Estado, inovação
e políticas públicas 93
93 Este trabalho foi financiado em parte pelo Fundo Mackenzie de Pesquisa.
94 Doutor em Direito pela Universidad de Salamanca, USAL, Espanha (título homo-
logado pela PUC/SP). Tem Pós-Doutoramento em Direito Tributário e Financeiro
pela Universidad de Valladolid, UVA, Espanha. Tem Pós-Doutoramento em Filosofia
do Direito pela Universidad Rey Juan Carlos, URJC, Espanha. Mestre em Direito
Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, UPM. Especia-
lista em Direito Tributário pelo CEU, IICS; e em Direito Financeiro e Tributário
pela USAL, Espanha. É Membro Titular e Perpétuo da Academia Paulista de Letras
Jurídicas, APLJ. É Membro Titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo,
IHGSP. É Membro Associado da Academia Brasileira de Direito Tributário, ABDT.
É consultor, avaliador e membro de Conselhos Editoriais de Periódicos no Brasil e
no exterior. É autor de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior. É profes-
sor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, FD/UPM. É
Advogado e consultor tributário em São Paulo.
95 PhD em Ciências pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São
Paulo, UNIFESP, Brasil. Tutor para Gestão Social em Saúde pelo Banco Interameri-
cano de Desenvolvimento/BID e Instituto Interamericano para o Desenvolvimento
Econômico e Social/ INDES (Washington, D.C. – U.S.A.), Mestre em Direito do
Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Espe-
cialista em Direito Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional,
ESDC, Brasil. Professor universitário em cursos de Graduação e Pós-graduação.
Advogado e Consultor Interdisciplinar, em questões de Direito Público.
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Hélcio de Abreu Dallari Jr.95
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GRAFENO, INNOVACIÓN, DERECHO Y ECONOMÍA
JOÃO BOSCO COELHO PASIN  | HÉLCIO DE ABREU DALLARI JR.
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1. Introdução
Ao longo dos séculos, a história da civilização humana tem registrado
uma linha de conexão obrigatória entre fatos do passado e do presente, com
consequentes implicações futuras. Assim, a observação histórica revela-se,
pois, como elemento essencial para nortear com maior precisão o melhor
caminho a ser adotado pela humanidade na construção e inovação de um
mundo melhor e de uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna.
A comprovação de tais afirmativas pode ser facilmente constatada,
em especial, a partir das análises de eventos emblemáticos em escala am-
pla, promovidas pelos cultores da Big History96.
David Christian97, um dos mais renomados autores responsáveis por
esta concepção reveladora, destaca que a humanidade vivencia limiares
sucessivos. Neste contexto, o homo sapiens buscou desenvolver, aprimorar
e transmitir seus conhecimentos.
Nós, seres humanos, vivenciamos revoluções tecnológicas impor-
tantíssimas que transformaram por completo nossa existência.
Sinteticamente, a primeira grande Revolução humana foi a Neolítica
ou Agrícola, na qual passamos a dominar o fogo e a domesticar plantas
e animais, deixando de ser nômades, dissolvendo hordas e nos fixando a
territórios. Partindo disso, diversas civilizações surgiram, sendo que algu-
96 Big History é identificada como uma subárea da ciência da História. Pode ser tra-
duzida como «Grande História» ou «História Ampla». Tal subárea tem origens
norte-americanas, nos meados dos anos 1980. Sua abordagem objetiva conhecer e
examinar eventos históricos concatenados em larga escala, através de extensos perí-
odos de tempo. Caracteriza-se por ser multidisciplinar e interdisciplinar, procuran-
do compreender a transdisciplinaridade do fenômeno histórico em sua grandeza e
totalidade global.
97 Uma de suas obras que merece referência é Maps of Time: An Introduction to Big
History, editada em 2004 pela University of California Press.

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